Se ao amor grotesco
Se ao amor grotesco
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I
Quem és tu esperança
enquanto me encontro
amargo gemendo
como se a génese
fosse de perdição
e a poesia
toda de seu contendo
II
Quem és tu esperança
enquanto vou cagando
como se um puro
seja nessecidade suja
até qualquer
verso borrar
o papel branco
III
Quem és tu esperança
do verter esquecido
amamos em cultos
preciosos de cobras
para nunca mais
dizendo o sofrer
voltar a amar
marginal neblina amp espinho 02112018


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